(palestra
para seminaristas – 2008)
I. Formação: dimensão intelectual
1.1 A Exortação Apostólica Pastores
dabo vobis, de 29/3/1992, distingue quatro dimensões
da formação dos candidatos ao sacerdócio:
formação humana, formação
espiritual, formação intelectual e formação
pastoral (Cap. V, I). Ainda que as quatro dimensões
sejam indissociáveis, nesta palestra vamos focalizar
especialmente a formação intelectual, a
formação doutrinal.
1.2
Para abordarmos esse tema, será bom lembrar três
frases do NT, que são complementares, e que nos
vão marcar as três partes da palestra:
1)
Ide, ensinai a todas as nações [...] ensinai-as
a observar tudo o que vos prescrevi (Mt 28,19-20);
2)
Quem é de Deus ouve as palavras de Deus (Jo 8,47);
3)
Jesus começou a fazer e a ensinar (At 1,1).
?Primeiro:
Os sacerdotes temos o dever de ensinar, tanto a verdade
como a vida cristã (ensinai..., ensinai a observar);
para isso, temos o dever de conhecer a riqueza da Verdade,
da doutrina.
?Segundo:
A doutrina – a luz da Verdade, os ensinamentos de
Cristo e da Igreja – só podem ser acolhidos
e compreendidos por quem é de Deus: por quem tem
vida espiritual autêntica, por quem está
em sintonia de fé e amor com Deus, com Cristo,
e, em conseqüência, é dócil ao
Espírito Santo, que o guiará em toda a verdade
(Jo 16,13). Só quem é de Deus e sabe “ouvir”
a Deus, poderá ensinar e ajudar os fiéis
a “ouvirem” a Deus.
?Terceiro:
Para ensinar bem, é preciso começar a fazer,
a viver o que se ensina, ou seja, a dar exemplo (coepit
facere et docere).
Vamos
deter-nos um pouco em cada um desses itens.
II.
Conhecer a doutrina
2.1 – A mensagem que ouvimos e vos anunciamos é
esta: Deus é luz e nele não há trevas
(I Jo 1, 5).
–
A graça e a verdade vieram por Jesus Cristo (Jo
1, 17). Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não
caminha nas trevas, mas terá a luz de vida (Jo
8, 12).
–
Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade,
Ele vos guiará em toda a Verdade (Jo 16,13).
Como
vemos, há no Novo Testamento uma referência
às três Pessoas divinas como Verdade e fonte
da Verdade.
Portanto,
podemos dizer que a doutrina cristã é a
Verdade que vem de Deus, que foi trazida por Jesus Cristo
e que a Igreja aprofunda constantemente, assistida pelo
Espírito Santo. Não surge de nós:
tem que ser conhecida, “ouvida” (fides ex
auditu: Rm 10,17), aprofundada (meditada no coração:
cf. Lc 2,19) e, como veremos depois, “vivida”
(ser alguém que ensina bem porque “pratica
a Verdade”: Jo 3,21).
O
início e a base de tudo, como é lógico,
é conhecer, ter-se aberto à verdade, tê-la
conhecido profundamente e tê-la assimilado. Como
dizia São Josemaria Escrivá: “É
preciso formar-se, é preciso estudar. Deus não
nos deu a inteligência, e depois a luz sobrenatural
da fé para o nosso exclusivo benefício,
mas para que façamos chegar a sua fé até
os últimos confins da terra. Portanto, temos a
obrigação de formar-nos: obrigação
de formar-nos bem doutrinalmente, obrigação
de preparar-nos para que nos entendam; para que, além
disso, os que nos escutam saibam depois expressar-se”
(Carta, 1932).
Para
isso, é preciso assumir seriamente –com mentalidade
“profissional”, não de amador –o
estudo da filosofia e da teologia, tendo em conta esta
orientação do Magistério:
“A
formação intelectual do futuro sacerdote
baseia-se e constrói-se sobretudo sobre o estudo
da sacra doctrina, da Teologia. O valor e a autenticidade
da formação teológica dependem do
respeito escrupuloso pela própria natureza da Teologia
[não é uma “ciência humana”,
como a psicologia, a sociologia], que os Padres sinodais
[do Sínodo dos Bispos de 1990] compendiaram do
seguinte modo: «A verdadeira Teologia provém
da fé e quer conduzir à fé».
É esta a concepção que a Igreja,
e o seu Magistério de forma especial, têm
constantemente proposto [...]. O teólogo é,
antes de mais nada, um crente, um homem de fé,
um crente que se interroga sobre a própria fé
(fides quaerens intellectum), e o faz com o fim de atingir
uma compreensão mais profunda da própria
fé” (Pastores dabo vobis, n. 53).
2.2
Falando a seminaristas em Colônia, nos dias da Jornada
Mundial da Juventude, no dia 19 de agosto de 2005, Bento
XVI dizia-lhes: “O seminário é um
tempo destinado à formação e ao discernimento.
A formação, como bem sabeis, tem várias
dimensões que convergem na unidade da pessoa: essa
compreende o âmbito humano, espiritual e cultural.
Seu objetivo mais profundo é o de fazer conhecer
intimamente aquele Deus que em Jesus Cristo nos mostrou
seu rosto. Por isto é necessário um estudo
profundo da Sagrada Escritura como também da fé
e da vida da Igreja, na qual a Escritura permanece como
palavra viva. Tudo isto deve enlaçar-se com as
perguntas de nossa razão e, portanto, com o contexto
da vida humana de hoje. Este estudo, às vezes,
pode parecer pesado, mas constitui uma parte insubstituível
de nosso encontro com Cristo e de nosso chamado a anunciá-lo.
Tudo contribui a desenvolver uma personalidade coerente
e equilibrada, capaz de assumir validamente a missão
presbiteral e levá-la a cabo depois, responsavelmente”.
É uma síntese lúcida, cheia de beleza,
da necessidade da formação para amadurecer
na essência e no sentido da vocação
sacerdotal.
2.3
Com base nessas reflexões, vejamos algumas coisas
concretas que convém rever e talvez renovar, com
propósitos bem determinados e eficazes:
–
Hoje é fácil estar metidos num caleidoscópio
de fragmentos. Há muita informação,
muitas publicações, material farto acumulado
no computador e na palm, acesso a uma grande variedade
de textos pela Internet, a um acúmulo de publicações...
Isso, bem aproveitado – começando por saber
separar o trigo do joio –, pode ser muito útil;
mas tem o perigo de que fiquemos apenas com doutrina de
tico-tico, porque só nos dedicamos a dar bicadinhas,
sem estudar ou ler a fundo obras inteiras, sem uma visão
de conjunto, sem uns alicerces sólidos e completos
de doutrina.
–
Para isso, precisamos perceber a importância do
estudo sério e sistemático dos principais
tratados teológicos e dos documentos pontifícios:
do começo ao fim, não só como leituras
parciais de curiosidade, ou de “obrigação”
para as provas do seminário. Naturalmente, quando
o seminarista “sabe” que um livro ou uma apostila
de teologia dogmática, de moral, de história
da Igreja, etc. (por mais que os professores o usem e
recomendem) se afasta do Magistério da Igreja,
tem a obrigação grave em consciência
de procurar e de estudar (como tarefa pessoal complementar)
uma bibliografia séria, que esteja de acordo com
o Magistério e seja de nível elevado
–
Tenhamos em conta que só o mosaico completo e harmônico
de uma doutrina básica e certa bem assimilada e
aprofundada permite compreender e utilizar com eficácia
(na pregação, na pastoral, na catequese)
a Sagrada Escritura, os textos patrísticos, as
Encíclicas e outros documentos dos Papas e dos
dicastérios da Santa Sé, bem como alguns
livros importantes dos Papas que, embora não constituam
atos do Magistério, alimentam a doutrina e estimulam
a reflexão (p.e. Cruzando o limiar da esperança,
Levantai-vos! Vamos!, Memória e identidade, de
João Paulo II; Jesus de Nazaré e outros
muitos de Ratzinger-Bento XVI).
–
Além disso, é necessário ter a humildade
e a prudência de consultar a quem nos possa aconselhar
com segurança sobre livros de estudo e de complementação
da formação intelectual, filosófica
e teológica. Sabemos que todo seminarista e padre
tem o perigo de andar como os atenienses, “à
procura de novidades” (At 17,21); não nos
esqueçamos de que, ao lado de abundantes publicações
ambíguas ou erradas, estão sendo editados
(em português, em espanhol) tratados teológicos
completos excelentes, cada vez melhores e mais atualizados,
em plena sintonia com o Magistério.
–
Lembremos, por outro lado, que os dois últimos
Papas (é um tema constante na pregação
de Bento XVI) não cessam de recomendar o estudo
permanente do Catecismo da Igreja Católica e do
Compêndio. É importante, talvez, propor-nos
(para a vida inteira) ler em cada ano, devagar e tomando
notas, uma parte concreta do Catecismo da Igreja.
–
Ao lado disso, cada vez é mais urgente, imprescindível,
aprofundar na doutrina sobre os problemas atuais mais
vivos, como questões sobre o matrimônio,
bioética, etc.. Tenhamos em conta que muitas vezes
será necessário vencer a inércia,
o cansaço e a falta de tempo, para consultar, ler
e estudar textos tão ricos de doutrina como o Compêndio
de doutrina social da Igreja e o Lexicon.
2.4
Finalmente, vale a pena meditar o que escrevia João
Paulo II: “quanto mais somos formados, mais sentimos
a exigência de continuar a melhorar a formação;
assim como, quanto mais somos formados, mais nos tornamos
capazes de formar os outros” (Exortação
Apostólica Christifideles laici, n. 63).
III. Piedade e doutrina
3.1 Santo Agostinho dizia: intellectui fides
aditum aperuit, infidelitas clausit – a fé
abre a porta à inteligência dos mistérios,
a infidelidade a fecha. (Epístola 137,15).
São
Josemaria Escrivá dizia: “A teologia estuda-se
bem quando a matéria de estudo se faz matéria
de oração. Imagino que isso devia fazer
Santo Tomás, de quem se afirma que dizia que seu
livro era o Crucifixo. Assim chegava a ter luzes, que
só com a cabeça não se adquirem”
(Da pregação oral de Mons. Escrivá).
Sabemos
bem que a piedade sem doutrina acaba reduzindo-se a sentimentalismo,
a beatice. Mas também a doutrina, sem a piedade,
sem uma vida interior madura e um desejo sincero de santidade,
fica sendo mera teoria. Sem a luz e o calor do Espírito
Santo, sem “o êxtase do amor” por Deus
e pelas coisas de Deus, a doutrina descamba em algo frio
e inoperante, que não atinge ninguém. Pior
ainda, a doutrina sem a piedade (sem fé e amor)
acaba sendo rebaixada ao nível das ciências
humanas (como já dizíamos), do meramente
opinável, ou – o que é pior –
manipula-se a serviço de uma ideologia (chame-se
ideologia marxista, ou laicista, ou “ecologista”,
ou “pseudo-ecumenista”, ou New Age...).
A
fusão de piedade e doutrina é expressada
admiravelmente por São Paulo na Carta aos Efésios:
...que sejais poderosamente robustecidos pelo seu Espírito
em vista do crescimento do vosso homem interior. Que Cristo
habite pela fé em vossos corações,
arraigados e consolidados na caridade [...], a fim de
que possais compreender, com todos os santos [...] o amor
de Cristo, que desafia todo o conhecimento, e sejais cheios
de toda a plenitude de Deus (Ef 3, 16-19).
Só
a alma de vida interior tem os auxílios do Espírito
Santo, e chega à verdadeira inteligência,
ciência, sabedoria (os dons do Espírito Santo)...,
ao recta sapere e ao dulce sapere, imprescindível
para transmitir, com calor e com fruto, a doutrina, de
modo a sermos compreendidos, cativar as almas e levá-las
para Deus.
Por
isso, é importantíssimo que os que têm
ou venham a ter funções de governo ou docência
em seminários considerem se estão ajudando
de verdade a si mesmos e aos seminaristas (a mesma coisa
é aplicável aos fiéis que nos forem
confiados) a captar, vibrar, entender com a inteligência
novas luzes da única e eterna Verdade, novas “descobertas”
de fé (como novos tesouros de uma mina), que deverão
transmitir por meio de conversas que “iluminem”,
de pregações bem feitas, de leituras aconselhadas
e comentadas, etc. Deveríamos fazer nós,
constantemente, essas “descobertas” (que,
se nos entusiasmarem, transmitiremos depois com calor)
sobre Deus, a Trindade, Jesus Cristo, o Espírito
Santo e a graça, a filiação divina,
a ciência da Cruz, o significado da Maternidade
de Maria, o que é a oração e o trato
com Deus, os ensinamentos do Magistério da Igreja,
etc.
Como
diz João Paulo II na E.A. Pastores dabo vobis,
n. 46: “Só se os futuros sacerdotes, por
meio de uma adequada formação espiritual,
tiverem de fato, uma consciência profunda e experiência
crescente deste «mistério» [o mistério
de Cristo], poderão comunicar aos outros tão
surpreendente e beatificante anúncio (cf. 1 Jo,
1,1-4)”. E, no mesmo documento (n. 53), cita São
Boaventura: “Ninguém pense que lhe baste
a leitura sem a unção, a especulação
sem a devoção, a busca sem o assombro, a
observação sem a exultação,
a atividade sem a piedade, a ciência sem a caridade,
a inteligência sem a humildade, o estudo sem a gfraça
divina, a investigação sem a sabedoria de
inspiração divina” (Itinerarium mentis
in Deum, Prol., n. 4).
3.2
No livro Levantai-vos! Vamos! (pág. 111), João
Paulo II escreve umas palavras que vale a pena gravar:
“Hoje é necessária muita criatividade
para aprender a dialogar sobre a fé e sobre questões
fundamentais para o homem. Precisamos de pessoas que amem
e pensem, porque a criatividade vive de amor e de pensamento,
e é ela que vai alimentar o nosso pensamento e
acender o nosso amor”.
“O
decisivo –dizia alguém, numa palestra para
seminaristas– é o que o outro entende, não
o que nós queremos dizer”. E acrescentava,
com palavras semelhantes a estas: “Se nos sentimos
capazes de explicar alguma coisa, de forma breve e compreensível,
a uma pessoa que a desconhece, significa que nós
a assimilamos bem. Pelo contrário, se faltar clareza,
ordem e convicção para expor a doutrina
cristã, pode ser que os conhecimentos estejam um
pouco embaralhados. É conhecida a desculpa dos
maus estudantes: eu sei, mas não consigo explicar
bem; na realidade, não aprendeu bem e procura uma
justificativa”.
3.3
Em relação à formação
doutrinal sobre temas candentes de atualidade, pode ajudar-nos
lembrar um trecho do n. 51 da Carta Apostólica
Novo millenio ineunte (6-I-2oo1), sobre o modo de transmitir
verdades sobre valores éticos de Lei divina natural:
“É importante fazer um grande esforço
para explicar adequadamente os motivos da posição
da Igreja, sublinhando sobretudo que não se trata
de impor aos não crentes uma perspectiva de fé,
mas de interpretar e defender valores radicados na própria
natureza do ser humano. A caridade tomará então
necessariamente a forma de serviço à cultura,
à política, à economia, à
família, para que em toda a parte sejam respeitados
os princípios fundamentais de que depende o destino
do ser humano e o futuro da civilização”.
Também
a “Nota doutrinal” da Congregação
para a Doutrina da Fé sobre católicos na
política (de 24-XI-2002,III,n.5) frisa que, na
atualidade, é importante mostrar que as exigências
da lei natural não são, em si mesmas, valores
confessionais, mas que, por estarem radicadas no ser humano,
“não exigem, da parte de quem as defende,
a profissão da fé cristã, embora
a doutrina da Igreja as confirme e tutele, sempre e em
toda a parte, como um serviço desinteressado à
verdade sobre o homem e ao bem comum das sociedades civis”.
IV. Exemplo e doutrina
4.1 Começou a fazer e ensinar (At 1,1).
No seu comentário a Mt 5,13-16 (sal.., luz), S.
Tomás pergunta por que o Senhor antepõe
o sal à luz, e responde – citando S. João
Crisóstomo (In Matth. Ev.,V,4) – que “antes
é a vida que a doutrina”, pois “a vida
conduz ao conhecimento da doutrina”.
São
Josemaria resumia este mesmo pensamento numa das suas
pregações: “Sal, com o testemunho
da vossa vida cristã; luz, com a vossa doutrina.
O Senhor pede-nos o apostolado do exemplo e o apostolado
da doutrina”.
Convençamo-nos
de que o cristianismo não é uma “religião
do livro”, não se reduz a conhecer e estudar
um livro, a Bíblia, uma vez que não é
uma filosofia ou um sistema de pensamento, e menos ainda
uma ideologia; também não é um método,
entre outros, para se chegar a Deus. Cristianismo é
vida – humana e divina ao mesmo tempo –, e
por isso onde melhor de vê e se compreende é
na vida dos santos.
No
trabalho sacerdotal –e já antes, na colaboração
dos seminaristas com as diversas pastorais –, é
preciso perceber bem claramente a importância de
viver as virtudes, que são sinais de santidade
(de procura da santidade), e evitar os defeitos que são
totalmente impróprios de um santo e desacreditam
a pregação: falta de compostura e obediência
na liturgia da Missa, “ausência” em
relação ao Sacrário (nunca se vê
o seminarista adorando nem fazendo oração),
falta de sobriedade, preguiça no aproveitamento
do tempo, rudeza ou grosseria ao tratar com os fiéis,
leviandade e imprudências no modo de olhar e tratar
com as mulheres, abuso de tv e Internet, detalhes de egoísmo,
queixas ante o sacrifício, etc.
São
Josemaria costumava repetir: “Não podemos
ensinar o que não praticamos; pelo menos, temos
de ensinar o que lutamos por praticar”. Aí
está uma exigência básica de sinceridade
(como lutamos por melhorar, por viver o que temos obrigação
de ensinar?), e uma garantia da eficácia da transmissão
da doutrina (doutrina dogmática, moral, bíblica,
ascética, etc.).
Achamos,
porventura, que o que converteu os primeiros cristãos
foi a “novidade”da doutrina que os Apóstolos
ensinavam? Não. Foi, acima de tudo, o “teor
singular e admirável da sua vida”, como diz
a Epístola a Diogneto; foi a caridade que –segundo
Tertuliano – levava os pagãos a exclamar:
“Vede como se amam!”, foi o exemplo de uma
vida “diferente”, santa, que atraía,
assombrava e incitava a imitar, ao mesmo tempo que dava
credibilidade ao que eles pregavam. Os ouvintes saboreavam
primeiro o sal, a vida, a santidade, o comportamento informado
pela fé e a caridade; depois, atraídos por
esse exemplo e pela alegria que irradiava da santidade
dos discípulos de Cristo, abriam as suas almas
à doutrina, ansiosos por conhecer o “segredo”
que movia os cristãos a uma vida tão maravilhosa.
São
coisas que fazem pensar, e que convém meditar demoradamente,
para tirar delas conseqüências práticas.
(Pe.
Francisco Faus)