De fato, o Papa fez votos de que a missão
deles seja sempre uma missão "a serviço
do bem comum da Europa", recomendando "moderação,
sabedoria e coragem" ao enfrentarem questões
"importantes" na agenda da Assembléia
Parlamentar que dizem respeito, sobretudo, a "pessoas
que vivem situações particularmente difíceis
e sofrem graves violações de sua dignidade":
"Pessoas portadoras de deficiência,
crianças que sofrem violência, imigrados,
refugiados, aqueles que pagam o preço mais caro
da atual crise econômica e financeira, aqueles que
são vítima de extremismos ou de novas formas
de escravidão, como o tráfico de seres humanos,
o comércio ilegal de drogas e prostituição",
bem como as vítimas da guerra e aqueles que vivem
em democracias frágeis.
O Pontífice se disse "bem
informado" acerca dos esforços em andamento
no Conselho da Europa "para defender a liberdade
religiosa e opor-se à violência e à
intolerância contra os fiéis na Europa e
no mundo inteiro".
"... considerando o contexto da sociedade
atual no qual se encontram diferentes povos e culturas,
é imperativo desenvolver a validade universal dos
direitos humanos, bem como a sua inviolabilidade, inalienabilidade
e indivisibilidade."
Em seguida, Bento XVI recordou "os
riscos associados ao relativismo na área dos valores,
dos direitos e dos deveres", e se perguntou: "Se
eles fossem desprovidos de um fundamento racional objetivo,
comum a todos os povos, e fossem baseados exclusivamente
em culturas particulares, iniciativas legislativas ou
sentenças judiciárias, como poderiam oferecer
um terreno sólido e duradouro às instituições
supranacionais, como o Conselho da Europa? Como poderia
haver um frutuoso diálogo entre culturas",
se não houvesse "princípios universais
entendidos do mesmo modo pelos Estados-membros"?
"Valores, direitos e deveres" que "estão
radicados na dignidade de toda pessoa, algo que é
acessível ao raciocínio humano".
"A fé cristã
não impede, mas favorece essa busca, e é
um convite a buscar as bases sobrenaturais dessa dignidade"
– concluiu o Papa. (RL)